Com a Doutrina do Medo, a intenção é sempre dar uma conotação trágica, punitiva, aterrorizante, resultado de um castigo para todo e qualquer fato ou episódio desagradável na vida do dissidente ou desobediente do sistema “Obra”,

A DOUTRINA DO MEDO E A ICM

O Uso de Infortúnios Alheios e Distorções Para Amedrontar.images (1)

“Não devemos ter medo dos confrontos, até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.” Charles Chaplin

Neste artigo queremos abordar um assunto um tanto quanto absurdo, tanto a nosso ver, quanto do ponto de vista social, jurídico, psico-medicinal, e, principalmente, espiritual. Este último, no entanto, além de absurdo, inclina-se, verdadeiramente, para características malignas, perversas, avarentas e heréticas.

É fato, e aqueles que são ou foram membros da ICM comprovam que o medo (ou terror) é a coluna principal, a essência que permeia o sistema da ICM como fonte de organização e manutenção. Essa ardilosa técnica de recrutamento, mediante a coação do terrorismo mental, utilizada igualmente pela ICM e pelas demais seitas totalitárias, causa ao homem um grau de infantilismo irresponsável e perigosíssimo, de maneira a deixar seu raciocínio inerte, apático e imprudente para com o que diz respeito ao Reino de Deus.

O que ocorre é um tipo de “pressão psicológica”, uma espécie de terrorismo mental que lançam, quase sempre com êxito, sobre seus incautos adeptos, apontando desgraças e tragédias advindas sobre pessoas que “saíram da Obra” ou “falaram mal da Obra” (nesse caso ex-membros da ICM), ou mesmo sobre membros diligentes que, ao se depararem com as contradições doutrinárias, interpelaram pastores e membros.

Tudo é avarentamente articulado de modo a transformar as pessoas em verdadeiras e sonâmbulas marionetes, amarrando suas bocas, desligando seus cérebros, e, por fim, enjaulando-as numa prisão psicológica angustiante, levando a massa apática, para um comportamento de manada.

Por outro lado, para um cauteloso, sóbrio e diligente servo de Cristo, após análises, pesquisas na internet, leituras de livros, artigos, diálogos com especialistas e o idôneo exame das Sagradas Escrituras, invariavelmente conclui que tal técnica de manipulação cerebral é por demais engendrada por todos os grupos religiosos de caráter sectário-exclusivista, a saber, os Mórmons, Adventistas, Congregação do Brasil (CCB), Testemunhas de Jeová (TJ), Igreja Deus é Amor, Universal (IURD), Opus Dei, enfim, as seitas mais conhecidas que estão hoje escravizando e oprimindo pessoas no Brasil.

Ademais, isso não coaduna, de forma alguma, com os doces, leves e suaves ensinos do Senhor Jesus, seja no âmbito do Evangelho (Nova Aliança), seja nos propósitos misericordiosos de Deus, seja no real conceito de Justiça divina.

Com a Doutrina do Medo, a intenção é sempre dar uma conotação trágica, punitiva, aterrorizante, resultado de um castigo para todo e qualquer fato ou episódio desagradável na vida do dissidente ou desobediente do sistema “Obra”, cujo objetivo do articulador dessa “doutrina” é velar e proteger o sistema doutrinário de eventuais questionamentos, denúncias e propaganda negativa – derramando chantagens terroristas na cabeça dos ingênuos.

Como o sistema de um grupo sectário-exclusivista é frágil, ou seja, não possui alicerce, fundamento sólido para embasar os seus dogmas e doutrinas nas Escrituras Sagradas, senão por evasivas “revelações” injustificadas, as quais se inclinam, portanto, a constantes distorções das verdades bíblicas, o mecanismo do medo que atua sobre os membros é o melhor trunfo a ser utilizado, incutindo terror, culpa e ardente receio nas mentes dos asfixiados membros da ICM.

O medo é utilizado como combustível ou anabolizante para impelir a manada à “OBDC” às opiniões e caprichos unilaterais do PES (Presbitério).

O medo é a argamassa que robustece e sustenta a estrutura da “Obra”. Para tanto, jeitosamente, recrutam os membros a associarem a instituição sectária (ICM) ao mesmo patamar espiritual de Deus, nivelando a devoção e a fidelidade espiritual entre o próprio Altíssimo e a Instituição.

Em princípio, este assunto pode parecer um pouco sem sentido, mas a elucidação virá de acordo com a leitura.

1) INFORTÚNIOS ALHEIOS

Primeiramente, começaremos falando a respeito das ameaças terroristas que realizam nos membros, utilizando desgraças de terceiros, comumente ex-membros, a fim de apagar qualquer sentimento de dissidência ou oposição ao que se ensina na ICM.

Consideremos meu próprio exemplo: Quando ainda “na Obra” eu estive empregado. Emprego secular, celetista, trabalhando como tantas outras pessoas. Tempos depois, ainda fazendo parte da ICM, tive o dissabor de entrar para a fatídica “estatística” de desempregados que assombra qualquer brasileiro.

Gozei de boa saúde, como também adoeci; por muitas vezes sorri e chorei. Enfim, o que quero dizer com isso é que passei por DIVERSAS situações, algumas boas, outras não, porque fazem parte do curso natural de nossas vidas.

Na “Obra”, entretanto, QUALQUER adversidade pela qual QUALQUER dissidente da ICM vier a passar, será tratada sempre, infantilmente, por uma perspectiva “espiritual”, como que fosse uma “punição divina”, um “castigo”, porque, segundo eles, “o sinhô pesou mão”.

Sim. Constantemente sabemos que destilam rogos negativos nesse sentido, sobretudo em seminários, onde isolam seus membros do contato social em sítios, normalmente fora dos grandes centros metropolitanos, afastando os membros da civilização durante dias para facilitação do recrutamento intenso e exaustivo, a fim de aplicar, claro, uma melhor reconstrução cognitiva.

A subversão se dá, geralmente, em desfavor dos ex-membros incisivos, aqueles que por amor a Jesus refutam e desmistificam (através da Palavra de Deus) a “Doutrina da Obra” que tanto anos estiveram submetidos, muitos dos quais podem ser encontrados, inclusive, na internet, principalmente no “tenebroso” Orkut – “o meio que o adversário usa para enganar os servos desta Obra Maravilhosa”. Subjetivam-nos toda sorte de infortúnios, pois, segundo eles, ao criticarmos a ICM ou ensino de um pastor (ainda que herético), estamos “blasfemando” contra a própria pessoa do Espírito Santo, “ferindo o Corpo de Cristo” ou tocando naquela “Obra Preciosa”, de tal forma que, conforme a autoridade que esse deus “Obra” lhes concedeu de julgar as pessoas no lugar de Cristo, nós somos agora, “réus do corpo”.

Isto é, se somos réu, é porque devemos ser julgados, e certamente condenados pelo corpo de membros da ICM.
E falam, e sonham, e profetizam, e revelam, e “vêem”… Enfim, sempre nesse viés negativo e pessimista em relação aos “vadios” e “caídos da Obra” – como nos rotulam.

Uns, maliciosamente, arquitetam “dons” para se mostrarem espirituais; outros, apenas pelo “modismo”; outros mais, ainda, por estarem presos a uma mentalidade formatada, qualquer ideia surgida, baseada, de antemão, na antipatia que tem sobre um dissidente, já consideram como uma exata manifestação de um dom espiritual.

E por isso facilmente passam forjar “dons” de forma impulsiva e padronizada… Apenas confirmando o sentimento que está preexistente em seu coração, presumindo e especulando culpa e desgraça sobre a vida alheia só pelo fato de “não ser mais da Obra”.

Vejamos as seguintes situações:

Eu ando de carro constantemente. Se um dia me acidentar (o que é provável acontecer não só comigo, mas com qualquer condutor de veículos nesse trânsito cada vez mais caótico), dirão: “Viu, aí? Foi sair da Obra e…” ou então “Foi falar mal da Obra, e deu no que deu!… O sinhô pesou a mão! A mão do sinhô é pesada…”

Outra:
Eu posso de uma hora pra outra descobrir ou desenvolver em mim algum tipo de doença, desde a mais simples a mais letal. Se isso acontecer, com certeza dirão o mesmo que já citei acima.

E mais:
Hoje trabalho, mas se um dia vier a ficar desempregado com certeza atribuirão isso a esses fatos exemplificados aqui.

Esquecem-se que “benesses ou reveses” estão sujeitos a QUALQUER INDIVÍDUO, esteja ele lá, entre eles, ou não; seja cristão ou não! É algo que excede os limites denominacionais.

A Palavra de Deus, na sua perfeição, vai ao âmago da questão – classifica o ser humano não em membros de Instituições Religiosas, mas em duas categorias distintas: o justo e o ímpio, e mostra que tanto um quanto outro podem estar propensos às mesmas situações.

“Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.” Eclesiastes 9:2

Logo, TODOS NÓS, sem distinção, estamos sujeitos as mais diversas situações dessa vida. Conhecemos na ICM pessoas que morreram de câncer, de diabetes, de infarto, de acidentes, de infecções e de velhice, assim como conhecemos ricos, pobres, muito ricos, muito pobres em TODO LUGAR por onde passamos e passaremos ainda.

Diremos nós, portanto, infantilmente, que qualquer situação adversa que tais pessoas enfrentaram foi pelo fato de estarem emembradas numa seita?

Soaria ridículo, não é? O problema é que muitos “dessa Obra” ficam com um apetite doentio, obcecados por desejo mesquinho e perverso de tripudiar dos “caídos”, procurando DIFICULDADE (jargão icemita) na vida de ex-adeptos, para usarem como argumento discursivo, e, assim, amedrontarem psicologicamente os incautos, desencorajando qualquer tipo de ruptura com eles (sistema).

Isso é avareza, egoísmo, idolatria à ICM. Perverso! Maligno! Usam tais exemplos como troféu, numa ovação ridícula à “Obra” e deleitando-se com o suposto infortúnio do ex-membro!

Manipulam a massa pálida e boquiaberta com menção de desgraças alheias, ora nos bastidores, ora publicamente (comumente em reuniões fechadas e seminários), deixando-a refém, cada vez mais, dos aguilhões do sistema “Obra”.

Uns ficam realmente contentes e aliviados (por indução de seus líderes) porque Fulano estava feliz, mas finalmente “caiu”. Dão até gargalhada sarcástica.

Realmente cultivam a torcida para o dissidente se dar mal…

Conhecemos, verdadeiramente, gente com esse coração perverso e impiedoso. E olha, não é muito difícil encontrarmos alguém assim, até porque os próprios pastores dão exemplos em púlpito, jactando-se e deliciando-se, pegando gosto, quando tomam conhecimento de alguma notícia não muito positiva do ex-membro, de modo a emular, naturalmente, o mesmo sentimento sedicioso nos membros.

A maldade é reinante, tudo em função deles venerar e gravitar em função desse ídolo em forma de sistema institucional (bojo doutrinário) que é a ICM, vulgo “A Obra”, que corrompe os corações das pessoas para lhe servir.

Vimos, ouvimos, relatamos pessoalmente. Diziam para nós: “Fulano falou mal da Obra e agora está aí ó, desempregado.” – “Foi escutar as vozes das serpentes, o que falavam os “caídos” da Obra no “Opressut”, e acabou sendo assaltado.”

Esses mesmos não eram capazes de notar que ALI DENTRO da congregação havia vários com “mentalidade de Obra” que se encontravam ou se encontram desempregados e que foram assaltados também. Logo, estar desempregado ou ter sido assaltado não era apenas uma prerrogativa de quem estava “fora da Obra” ou que tenha “falado mal da Obra”.

O mesmo já ouvimos em relação à enfermidade física, a crises conjugais, problemas concernentes à educação de filhos, como se isto não existisse por lá em abundância, como consequência da submissão ao escravismo do sistema maranático que destrói esses desdobramentos da vida familiar humana.
Quando não há uma desgraça para se apontar na vida de um ex-adepto, quando o ex-adepto encontra-se até muito bem espiritualmente e em outras áreas, mesmo assim desdenham dele. E o pior é que isso ENTRE ELES até cola! Vejamos exemplo em pessoas da minha própria família, ainda sob tal dominação icemita e que ficam até meio que extasiadas em face desses “temores”… Ilustrando:

Suponha que tua família vá muito bem, teu casamento, teus filhos, teus negócios, teu emprego, tua saúde, até mesmo tua fé, ainda assim dizem, com todo espírito facção, com suas línguas de fogo, salivando mesquinhez,

Rogando maldições: “Vamos ver até onde isso vai durar. Daqui a pouco ó…” Ou então: “O inimigo dá tudo de bandeja, só para pessoa não voltar “pra Obra”, mas depois ele vai cobrar…

Então, como resultado, muitos ali (principalmente os mais radicais) ficam na expectativa de que algo aconteça conosco ou com algum “caído”, como queiram, ou com alguém que “saiu da Obra”. E assim, pressionados (pela família, amigos, sócios que são membros da ICM) alguns até acabam voltando ao sistema obral por causa de alguns motivos:
Medo – de perder emprego ou saúde, por insegurança (conjugal ou material); Por culpa (remorso) – forçado assim por terceiros; Por Ignorância bíblica – acha, realmente, que Jesus está condicionado à ICM, que, por isso, servir ao Senhor é só lá mesmo, bem como a Salvação e as bênçãos só são garantidas na “Obra”;

Dependência do sistema – com a fé totalmente dependente e atrelada ao sistema “Obra”, e com a mente condicionada à rotina e ao legalismo por anos a fio, não conseguem se adaptar a outros sistemas e retornam à ICM, pois, inconscientemente, o ídolo “Obra” – práticas, dogmas, usos e costumes – não saiu do coração engessado;

Interesse – em manter ou expandir o patrimônio pessoal, pois o sistema de clientes ou pacientes são todos ligados à ICM-Obra;
Insegurança Social – por falta de convicção e em busca de aceitação social, uma vez que muitos anos ali dentro – da “Obra” – o grupo de relacionamento de um indivíduo passa a ser praticamente exclusivo de componentes de tal Sistema, então, para fugir da depressão retornam ao convívio com aquelas pessoas.
Sinceramente, acreditamos que em muitos casos esses fatores, acima elencados, acabam sendo primordial à decisão de determinadas pessoas a voltarem a comungar com esses abusos psicológicos e aberrações doutrinárias, que geram, seriamente, danos mentais, emocionais e espirituais terríveis, levando a pessoa, a permanecer ali, cativa ao sistema, desenvolvendo uma fé e um caráter (personalidade) totalmente distorcidos dos que Jesus nos legou.

Por isso encontramos em tais pessoas comportamentos tão espantosos como os que exemplificam esse artigo, que só podemos reputar serem procedentes de um coração perverso e gelado, corrompido por uma idolatria. Todavia reconhecemos que esse tipo de atitude é repugnante sob a ótica cristã.

Tanto da parte de quem pressiona, quanto da parte de quem cede. Ambos, no nosso entendimento, “isolam Cristo da equação”, do fundamento para Salvação, pondo o sistema “Obra” como a rocha de sua vida, como o principal e primário, e Cristo apenas como acessório e secundário; e visam somente os interesses pessoais (individuais e/ou coletivos).

O PASTOR PROIBIDO DE ADENTRAR AO MAANAIM

Antes de encerramos esse tópico, cabe aqui comentar um caso que é bastante conhecido por todos aqueles que estão ou já foram da ICM.

Ele é contado sempre nesse sentido de impedir discórdias e desencorajar as pessoas de se retirarem da ICM, que é o caso de um suposto pastor que saiu da ICM, criticou-a lá fora, mas para ela retornou. Esse caso sempre era contado em seminários, hoje, certamente, não é tanto assim, devido às proporções absurdas do assunto que gerou, ao contrário do que pretendiam que era a alienação total aos membros da ICM.
O fato é que esse suposto pastor “saiu da Obra” e criticou a instituição ICM. Segundo os narradores dessa história, passado alguns anos, aquele homem arrependeu-se do que falou e, quando a beira da morte, fez tipo que um último pedido, o qual consistia em de voltar a assistir uma reunião no maanaim.

Pedido feito e negado. Morreu e não foi. Uma punição, um castigo. Segundo o apresentador que contou, eles (os líderes da ICM) até consentiram, bonzinhos que são.

Mas sabe quem foi vingativo, perverso, revanchista e mal nessa história? Deus! Isso mesmo! Segundo eles, Deus, cuja misericórdia dura para sempre (Sal 106:1), foi o carrasco desse pastor.

O Deus Todo-Poderoso, Príncipe da Paz, que entregou seu próprio Filho ao sacrifício da Cruz como propiciação dos nossos pecados, se ofendeu tanto de um ser humano imperfeito ter criticado uma Instituição religiosa, prepotente e de doutrinas absurdas, que se auto-intitula de “a Obra”, que o puniu severamente, proibindo-o de ir a um seminário da ICM.

O próprio Deus ignorou a graça dAquele que de maneira nenhuma lança fora o que vai até a Ele (Joa 6:37). Ignorou a obra daquele que convence o homem do pecado da justiça e do juízo (Joa 16:8), porque se o mesmo errou em falar e se arrependeu – se esse fosse o caso – o arrependimento vem com a obra do Espírito Santo, e mesmo arrependido, esse deus não o aceitou, e o homem não pode usufruir dos privilégios do perdão, da graça, da misericórdia. Incrível! Que contradição, não?

Bom, como nós não críamos em tudo o que eles diziam lá, então resolvemos ignorar essa história, que é difícil de um cristão engolir, e preferimos ficar com o Deus Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz!

O Misericordioso, Benigno, o Amor em pessoa! Aquele que não condenou Pedro que o negou publicamente, pelo contrário, o amou demais, ainda que traído, negado. Aquele que perdoou Paulo, por perseguir e matar, literalmente, seus filhos. Ele ama incondicionalmente.

Ficamos pensando em nós. Nós que criticamos com tanta veemência as heresias e casos como esse, proveniente dessa mentalidade sovina da “ICM-Obra”. Será que se um dia encontrássemos algum desses “deuses” ainda estariam nesse  comportamento, nessa mentalidade odiosa e revanchista como nesse caso? Por que repetem essa história sempre que podem? Para amedrontar as pessoas?

Para desencorajar aqueles que desejam sair de lá? Por insegurança, fragilidade e falta de conteúdo bíblico, e tendem a reter as pessoas pelo medo? Para inibir, a quem “saiu da Obra”, a não combatê-los, a não questioná-los, a não denunciá-los sobre as heresias?

Ante o exposto, é por isso que nós voltamos ao cristianismo bíblico. Poder ver homens e mulheres que independentemente da situação, mantinham a fé, a esperança e o amor.

A convicção em Cristo e Seu Evangelho era algo inabalável. Vemos isso na dureza da vida que Paulo levava, a ponto de depender do favor de outrem (Flp 4:15; 2Co 11:8), e também na abastança de Áquila e Priscila, que não obstante terem para si, recebiam prazerosamente na sua casa a Igreja de Cristo e os irmãos necessitados, dando-lhes, inclusive, pousada (e duvidamos que cobravam inscrição para dormir ou comer além de cobrarem, indiretamente, o dízimo judaico, em conversas particulares ou em ameaças de perder a “função”).

E é por isso que esse tipo de “pressão psicológica”, de “terrorismo”, não nos amedronta.

Não nos espanta nem um pouco, antes nos regozijamos com eles, pois bem-aventurados são os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus (Mat 5:10). Sei que em Cristo podemos todas as coisas – ter fartura ou padecer necessidade. Ter alegrias ou tristezas (Flp 4:12), de acordo com o que Lhe apraz.

Sei que neste mundo teremos aflições, mas, quanto ao bom ânimo? (Joa 16:33). Sabemos que por muitas tribulações, nós somos edificados e ensinados tanto em prol de nossas vidas, como também em favor da dos irmãos:

“Que nos consola em toda nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;” 2 Coríntios 1:4/6

De repente, você que lê já se viu perturbado com o sentimento descrito acima. Pois é. Condicionam mentalmente (lavagem cerebral) a pessoa a ser assim, a ter essas “paranoias”.

Nós que estivemos por lá muito tempo em princípio ficamos, de fato, meio que “desconfiados” de que qualquer adversidade pudesse traduzir uma “punição” por termos saído.

No início, acontecia conosco, hoje não mais. E o que nos motivou a escrever foi ler na Palavra do nosso Deus que nenhum desses argumentos, pertinentes a seitas, tem endosso do Livro Sagrado.

Na verdade, toda essa falácia amedrontadora é oriunda de mentes perversas, ávidas a deterem poder e mando sobre a vida alheia, na tentativa de dominarem sobre o rebanho de Deus, utilizando-o como “gado de corte”, na contagem de cabeças, a fim de utilizarem como serviçais da Instituição, massa de manobra e causa de ganho; isso porque, com o passar desses quarenta anos, por edificarem um mente fraca em Cristo Jesus, inclinaram seu coração aos objetivos das cifras institucionais. Por isso têm que ser refutados!

Alguns exemplos de execuções sumárias e juízo repentino da parte do Deus Vivo:

Herodes (Atos 12:23 e 23) – Não glorificou a Deus e expirou comido de bichos. Caso seríssimo! Deixar de atribuir a honra devida ao Senhor Jesus para direcioná-la ao homem ou a feitos dos mesmos atrai juízo. Muitos ENALTECEM “esta Obra”.

Glorificam seus “grandes feitos expansivos” (mediante estatísticas), reverenciam seus “idealizadores”, adoram e veneram e sacralizam seus patrimônios, espiritualizam púlpitos e arranjos de flores, glorificam sua organização, se medem com outros grupos…

Ananias e Safira (Atos 5:1 a 10) – Tentaram ludibriar o Espírito Santo. Segundas intenções. Interesses obscuros. Máscara, hipocrisia, ação levada a cabo “debaixo dos panos”.

O Espírito Santo não é político, não é empresário, não é negociante, não é fundador de denominação, não é lobista, não é marqueteiro e tampouco possui preferências denominacionais.

O Espírito Santo é Deus! E Deus não se deixa escarnecer…

Judas Iscariotes (Atos 1:18) – Traiu o Senhor Jesus devido a seus interesses pessoais.

Numa atitude total de descrença de que Jesus venceria a morte, o mesmo precipitou-se, tirando a própria vida, num ato suicida.

Tipificando aqueles que apesar de parecerem tão próximos do Senhor, não absorvem Seus ensinamentos e não creem na Suas palavras, antes O substituem por “privilégios e poderes oriundos de religiosos”, e que só se aproveitam nesta vida. No caso de Judas, nem isso.

Chegamos à seguinte conclusão: na Bíblia vemos que sair da presença do Senhor Jesus é que é fatal (às vezes para o corpo, e SEMPRE para a alma). Ele é a Vida.

Se alguém abandona a vida, só lhe restará a morte. A morte eterna. Eis aqui o pior juízo, a pior punição que um ser humano pode sofrer. Um sistema doutrinário, com particularidades “reveladas” não é a vida, e muito menos possui a vida.

Quem tem a vida é Deus, e Deus, para operar, não se condiciona ao pré-requisito de somente operar na vida de alguém que esteja filiado à ICM, ou a outra instituição religiosa.
Propomos, com este artigo, uma reflexão sobre o assunto, para que assim deixemos de lado, efetivamente, essas “lendas maranáticas”, essa “mitologia icemita” e apeguemo-nos mais ao Evangelho. Ignoremos os agouros e rogos negativos. Sejamos maduros e adultos no entendimento, e meninos na malícia (1Cor 14:20), para administrar as bênçãos e encarar os problemas.

Um dia, fatalmente iremos morrer (se Cristo não nos arrebatar antes, conforme declaram as Escrituras) – seja por acidente, doença ou velhice. Se ainda assim quiserem assimilar morte a “castigo” divino, então não temos mais o que fazer senão permanecer firmes na Palavra, afinal, não buscamos glória ou reconhecimento de homens (Joa 12:43; 1Tes 2:6).

As adversidades da vida acontecerão sempre, e as podemos aguardar, mas isso não é motivo de apavoramento. Apenas, não temamos!
“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e tudo fará”. Salmo 37:5
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8:31
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” Joa 16:33
Por enquanto, estamos aqui. Expostos a toda sorte de situações, boas ou não. Em mente, sempre o conselho bíblico de “em tudo darmos graças a Deus (1Tes 5:18)”, seja no dia de sol ou de tempestade, na esperança de que o que nos está reservado no porvir não se compara a essas nossas leves, pesadas e momentâneas aflições (2Co 4:17; Rom 8:18).

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Filipenses 1:21

2) “RACIOCINAR” – BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO
Todo sistema sectário é pautado em mentiras e contradições bíblicas, isso é fato, e não tem como negar. É só ver, buscar, examinar (biblicamente) e concluir. As Escrituras, em sua perfeição, são, para as seitas, um grande encalço, porque é por causa delas que os cautelosos cristãos são direcionados, inspirados pelo Espírito Santo, a questionarem os seus sistemas.

A fragilidade de um sistema sectário é patente aos olhos de qualquer pessoa, principalmente se essa, ainda que conheça superficialmente as Escrituras, intimamente, sabe que determinada prática não possui apoio bíblico.

É por isso que todas as seitas tendem a inferiorizar, de certa forma, a autoridade das Escrituras em favorecimento de seu governo.

As lideranças das seitas roubam a autoridade da Bíblia e avoca para si tal poder, afirmando que toda ordenança e determinação é estigmatizada, agora, como revelação do próprio Deus.

As palavras dos líderes ficam no mesmo patamar ou pouco acima do que a Bíblia nos ensina; porque a Bíblia é preconizada como um texto obscuro e incompreensível, perigoso inclusive, de modo que ela só é entendida pela ótica da liderança, daquilo que a liderança decreta como verdade ou não bíblica.

Mas um cristão que, acima de tudo, estima devidamente o valor das Sagradas Escrituras,rejeita essa artimanha de um grupo sectário e obscurantista. A primeira atitude de um cauteloso servo de Jesus, então, é interpelar do porquê de práticas contraditórias. Alguns questionam, e logicamente, não obtêm respostas concretas na Palavra de Deus, por conseqüência, saem do grupo.

Outros,inocentes, geralmente, pessoas símplices de conhecimento cultural, admiradas com a aparência pretensamente sacro-santa dos membros e líderes, e pela simpatia da estrutura e liturgia, engolem inteiramente os ensinos sem aferir nada na Bíblia.

E outros, até questionam a princípio, obtêm respostas evasivas, tais como, “foi revelação”, ou são ameaçados com jargões de não-pensamento,

impedindo o desenvolvimento do mérito da questão. Esses últimos – em especial os que são fracos em personalidade, inseguros, necessitados de aceitação social, ingênuos e carentes espirituais -, acabam aceitando tais falácias, e por outras razões (por comodismo e pela rotina de amizade estabelecida), acabam filiando-se à seita; de sorte que, paulatinamente, estão a se tornar indivíduos estéreis acerca do conhecimento do Reino de Deus, e engravidados de apostilas, circulares, bordões religiosos e ensinamentos da seita.

O MEDO DA BLASFÊMIA ESCRAVIZA

Uma das manipulações que mais escravizam na ICM é o medo da blasfêmia contra o Espírito Santo.

A grande artimanha praticada pelos idealizadores e defensores do ídolo “Obra”, bem como por outros arquitetos de doutrinas heréticas, é a de levar os adeptos a acreditarem que pelo simples fato desses mesmos exercerem o senso crítico racional – para quem não sabe, componente da faculdade natural de um ser humano (cuja capacidade é nos dada como uma dádiva de Deus, nos diferenciando, inclusive, das demais espécies sobre a face da Terra) -, tais pessoas estariam incorrendo ao pecado imperdoável – a “blasfêmia contra o próprio Espírito Santo”. Raciocinar seria, então, pecado.

Ao menor sinal de questionamento, discordância ou contestação (seja em relação à “rotina revelada” ou as “decisões absurdas”), percebe-se logo uma imediata utilização desse argumento por parte daqueles que não toleram sob nenhuma hipótese serem confrontados e discordados.
Frases do tipo: “Irmão, cuidado… Você está se levantando contra o Espírito Santo, hein!?”, ou: “TUDO „nessa Obra‟ é revelado, rapaz. Como você se atreve a questionar o Espírito Santo, a discordar de um ungido do sinhô, que alcançou a revelação? Temos que apenas OBDC!”,

são muito comuns de serem proferidas e ouvidas na ICM. Ou mesmo em reuniões e aulas de recrutamento, sempre atiram tal pergunta: “O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?”, de pronto, o coro de inocentes profere: “é falar mal da Obra!”, “é se levantar contra o ungido do sinhô!” “é raciocinar!”, “é ter dúvidas!” etc.

Aulas sobre “raciocinar vem do inimigo” (Limites do Espírito Santo) é ministrada pelo terror ou mesmo, ventilam tal doutrina, em tempo, quando apregoando heresias e impondo obrigações e serviços, a título de chantagens e ameaças.

Ao justificarem que todas as doutrinas, todas as atitudes, todas as decisões, todas as “orientações” são reveladas pelo Espírito de Deus, logo, por esse raciocínio deduz-se que:
Questionar qualquer coisa seria como questionar o Espírito Santo;

Não cumprir qualquer determinação seria “desOBDCer” ao próprio Espírito Santo;

Discordar de determinadas doutrinas, é infligir o próprio Espírito;

Criticar a Instituição (ICM=Obra) é como blasfemar, ou seja, ofender o próprio Espírito Santo.
Usam da chantagem, utilizando, de forma absurda, em todos os sentidos, a pessoa do Espírito Santo, para velar pelo particular sistema institucional. Quem é que quer desobedecer a Deus?

Quem é que quer sofrer um juízo de Deus? Ninguém! Por isso, aplicam o medo, distorcem o sentido original da “blasfêmia contra o Espírito Santo”, enganando, o povo com essa heresia, a impelir os membros a ser verdadeiros bonecos marionetados nas mãos dos líderes.
E dessa forma recrutam seus adeptos. Pelo medo! É dessa forma que condicionam mentalmente aqueles que passam anos ouvindo de forma programática as repetidas pregações –

Aula “Limites do Espírito Santo” e outras – cujo conteúdo só vem a reforçar e perpetuar tal prática de dominação da massa. E a grande maioria fica com isso impregnado na mente, talvez pela vida toda.

Muitos que se desligam do Sistema “Obra” temem falar os motivos reais da saída, com medo de estarem “tocando no Espírito Santo”.

Muitos permanecem anos e anos em silêncio, tentando criar coragem para dizer aos outros o porquê de ter saído de tal facção religiosa, pois em seus corações encontra-se alojado ainda esse sentimento de medo, plantado pelas doutrinas autólatras (idolatrar a si mesma enquanto instituição religiosa) da ICM.

Afinal, pelo medo “de não ser perdoado por Deus”, ou de “acordar comido por bichos”, ou de “ser atropelado e sofrer acidentes que lhe deixariam aos pedaços”, ou “ser comido por urubus”, ou “adquirir um câncer”, muitos ficam calados com os abusos emocionais e apáticos com erros doutrinários da “Obra”.
Sabemos que alguns poucos irmãos ex-adeptos são os que conseguem entender esse ardil ao estilo “cala-boca” utilizada por essa seita. Prova disso é que um reduzido número de pessoas é quem os contesta (em relação às doutrinas e práticas de usos e costumes).

A grande maioria sai e prefere se calar, prefere “deixar pra lá”. E isso, com certeza, é tudo o que os líderes da ICM querem.
Pensemos: se todos os que saírem, vierem a público e expuserem seus motivos, suas razões, com certeza haverá pessoas em diferentes localidades que constatarão que tal situação é semelhante ou idêntica à que ela vive. Sendo assim, será desmistificada a “infalibilidade da Obra”, pois quando há problemas que vêm a público eles gostam de tratar apenas como algo “isolado”.

E nós bem sabemos que não se trata de casos isolados, antes, os motivos que levam uma pessoa a sair de lá como membro é comum em todas as partes do Brasil em que há uma ICM por perto – heresias, autoritarismo, arrogância, servidão, mesquinhez, abusos morais religiosos, sectarismo, discriminação, obscuratismo, soberba, prepotência, cinismo, futilidade, frieza, aspereza, juízos, dissimulação, subserviência, alienação, contradições, hipocrisia, fanatismo, escravidão etc.

Por isso, para eles o ideal é a pessoa “sair quietinha”. Alguns até tem o disparate de dizer: “Quer ir, vai. Mas não fala mal da „Obra‟, não. Então, já sabe o que pode acontecer…” E nada melhor que um “cala-boca” como fundir na mente dos adeptos o seguinte conceito:
Obra do Espírito Santo = Igreja Cristã Maranata; ou,  Espírito Santo = Presbitério (PES);

Nesse joguete neuro-lingüístico, eles induzem as pessoas a deduzirem por si só que só eles (ICM) vivem “Obra como forma de vida”.

Em suas aulas da particular Teologia, denominadas de “Seminários”, são muito comuns ensinos que enfatizem de que há um diferencial entre a “Obra do Espírito Santo” (ICM) e a “Religião” (composta pelos seguintes segmentos: Tradição, Movimento e Mescla).

Há trechos, inclusive, à disposição no youtube e net vídeos e áudios através dos quais podemos ouvi-los dizendo que as Assembleias de Deus “tinham a Obra”, mas perderam para a ICM. Enfim, são muitas evidências dessa doutrina exótica, cujo cerne nos dá o entendimento de que tal “Obra” seja uma entidade que habita entre eles, uma deidade particular da ICM.

Uma vez as pessoas concluindo que “Obra=ICM”, são dominadas por esse sentimento que opor-se às diretrizes da ICM ou do PES (órgão máximo que governa essa Instituição), caracteriza subverte-se ao Espírito Santo. Uma tática covarde para se evitar respostas, evitar justificativas, dominar sem contestação.

A massa, no auge da alienação, como um comportamento de manada, apenas absorve tudo, muitas vezes até em silêncio discordando, e põe em prática certas ordenanças sem querer, devido a essa doutrina de que, por não cumprirem ou estarem duvidando/examinando/discordando/avaliando estão “blasfemando contra o Espírito Santo”.
Esperamos, agora, com a seguinte explanação, ajudar ao prezado leitor na real compreensão desse assunto tão melindroso, usado de forma avarenta e ardilosamente distorcida por alguns sistemas para alienar ou mesmo emburrecer pessoas, tornando-as fiéis ao sistema, não pelo amor, mas pelo medo, com o senso do raciocínio bloqueado, castrado.

DESMISTIFICANDO A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO

O QUE DIZ A BÍBLIA?
Poucos tópicos bíblicos geram mais discussão do que a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todos parecem saber que esse pecado é imperdoável, mas as opiniões diferem amplamente quanto ao que ele é, e como ele se configura.

Alguns dizem que é suicídio, outros que é adultério, e ainda outros pensam que se refere à rejeição do Evangelho depois que o Espírito Santo veio no dia de Pentecostes. Quase ninguém se detém para examinar os contextos das referências à blasfêmia contra o Espírito Santo.

Como acontece com todos os outros assuntos, a análise disciplinada e cuidadosa do texto esclarece a confusão, cessa a dúvida. No entanto, infelizmente, muitas pessoas religiosas desenvolveram o hábito de resolver os assuntos sem nem mesmo olhar para o texto, muito menos estudá-lo atentamente, mas apenas usá-lo como arma chantagista, baseado nas falas de falsos mestres.
Os textos relevantes são encontrados nos três primeiros evangelhos. Em Mateus 12, as afirmações de Jesus sobre blasfemar contra o Espírito Santo ocorreram quando ele curou um homem cuja possessão pelo demônio o havia feito cego e mudo.

Em Marcos 3, a cura não é mencionada, mas a maioria do que Jesus disse na ocasião, é. Lucas registra a cura no capítulo 11 e menciona a blasfêmia contra o Espírito Santo em Lucas 12:10:
“E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado.”
O CONTEXTO
“Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver. E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.” Mateus 12:22-24
Notemos três coisas. Primeiro: Jesus curou um homem que era cego e mudo. Há simplicidade impressionante no modo como Mateus registrou o milagre: ele simplesmente disse que o homem falou e viu. Segundo, a multidão viu o que Jesus fez e começou a concluir que ele poderia ser o Filho de Davi; isto é, o Messias. Terceiro, os fariseus ouviram o que o povo estava dizendo e decidiram que eles tinham que descobrir algum plano radical para calar a influência de Jesus.

Eles o acusaram de expelir demônios pelo poder de Satanás. Eles estavam tentando neutralizar o efeito dos milagres de Jesus e impedir os outros de crerem nEle. Esta era uma manobra ou falácia subversiva ardilosamente astuta por parte dos inimigos de Jesus, porque não somente tentavam explicar o motivo de suas

grandes obras, mas lançava uma sombra de suspeita sobre Ele. Em função disso, era imperativo que o Senhor respondesse convincentemente à acusação deles.

A Defesa de Jesus:

“Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?

E, se eu expulso demônios por Belzebu, por quem expulsam os vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa.” Mateus 12:25-29
Jesus respondeu com três pontos. Primeiro, ele mostrou que era ilógico pensar que Satanás estava lutando consigo mesmo. É difícil imaginar que o diabo pudesse ser tão tolo. Poucos procuram ferir a si mesmos, e aqueles que o fazem, provavelmente não sobreviverão por muito tempo.

Se, de fato, o diabo tivesse começado a atacar a si mesmo e aos seus próprios servos, então todos poderiam deixar de se preocupar com ele, porque seu reino logo desapareceria. Jesus explanou isso. Segundo, o Senhor Jesus questionou os fariseus sobre os outros que estavam expelindo demônios.

Ele estava, provavelmente, se referindo a pessoas a quem ele tinha dado o poder de expelir demônios:
“E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal.” Mateus 10:1
“E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco.” Lucas 9:49
“E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.” Lucas 9:50
Muitos destes eram, provavelmente, filhos dos próprios fariseus. Conquanto eles pudessem levianamente acusar Jesus de expelir demônios em aliança com o diabo, certamente eles não estariam querendo dizer o mesmo de seus próprios filhos.
Finalmente, Jesus mostrou como sua expulsão de demônios era parte do programa do Reino. A missão de Jesus era tirar pessoas do domínio de Satanás. Antes dele vir, Satanás podia, por causa do pecado, declarar que todos os homens eram sua propriedade . Jesus veio para perdoar os pecados e assim “roubar” do diabo aquelas almas que ele tinha considerado como suas possessões.

Afinal, para poder roubar a casa de um valente, contudo, precisa-se primeiro amarrá-lo, antes de tirar seus bens. Isto é o que Jesus estava fazendo ao expelir demônios. Ele estava amarrando Satanás para que ele pudesse tomar as almas que tinham estado sob o controle do diabo. Este era um conflito entre dois reinos. Jesus, libertando os homens do domínio demoníaco, estava demonstrando que Sua Soberania era superior à de Satanás.

A ADVERTÊNCIA DE JESUS
“Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” Mateus 12:30-32

Aqui, Jesus advertiu sobre a necessidade de decidir em que lado estar. A guerra torna a neutralidade impossível. Temos que servir a Jesus ou a Satanás. Jesus também advertiu sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo. Sabemos que Jesus expelia demônios pelo poder do Espírito Santo:

“Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” Mateus 12:28
Então, quando eles estavam acusando o Senhor de expelir demônios por Belzebu, o príncipe dos demônios, eles estavam blasfemando contra o Espírito Santo, o verdadeiro poder através do qual estas grandes coisas estavam sendo executadas.

Eles não somente testemunharam a forma humana de Jesus, mas viram a demonstração do Espírito Santo. Pode ter sido perdoável terem deixado de reconhecê-lo como um homem, mas desde que Deus tinha posto seu Espírito dentro dele (Mat 12:18), eles não tinham desculpa. Liguemos estas afirmações sobre o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo com o próximo ponto que Jesus afirmou:
“Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” Mateus 12:33-37
Jesus estava mostrando que o problema da blasfêmia é muito mais sério do que meras palavras por si mesmas. O que dizemos revela o que somos. Se alguém examina o conteúdo do balde, sabe o que está no fundo do poço. Se alguém examina as palavras que são faladas, esse alguém saberá o que está no coração. Palavras são sinais de caráter. E isto não é verdade somente quanto a palavras de blasfêmia, é verdadeiro também quanto a palavras de confissão. Paulo escreveu:

“Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” Romanos 10:9-10.
Não é que as palavras, em si mesmas, tenham algum poder mágico, supersticioso, mas é que as palavras mostram algo mais profundo sobre nós. Quando os acusadores de Jesus o acusaram de expelir demônios pelo diabo, mostraram uma profunda dureza de coração.

Assim como o homem falou e viu, assim os inimigos viram o Espírito expelir demônios e falaram contra ele. Estavam tão empedernidos contra a Verdade que podiam realmente testemunhar os maravilhosos milagres e santidade de Jesus e, ainda assim, acusá-lo, sem hesitar, de estar aliado ao diabo.

Eles estavam extremamente cegos, arrogantes, soberbos, obstinados, fanáticos e corrompidos. Enquanto outras blasfêmias podiam ser perdoadas, a blasfêmia deles contra Jesus demonstrava um grau de dureza espiritual que poderia tornar impossível para eles se arrependerem.
No entanto, alguns religiosos em seu exibicionismo de sumidade espiritual em se ostentar como grandes sacro-zeladores da “reta doutrina”, inclinam para o fundamentalismo de que palavras por si mesmas já configuram uma própria Blasfêmia contra o Espírito Santo.

Se inclinássemos para tal conclusão simplista, certamente, estaríamos já condenando ao inferno vários cristãos fiéis que outrora eram ateus, macumbeiros e esotéricos, ou mesmo inimigos declarados do cristianismo, como os muçulmanos.

Se assim fosse, jamais um ateu, um incrédulo, alguém contrário a Jesus e ao Espírito Santo, pudesse se converter. Por essa interpretação fundamentalista, estaríamos condenando o próprio Apóstolo Paulo, que disse: “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.” (1Tm 1.13)

Não são palavras ditas de boca que tem valor em si mesmas para condenar o homem, afinal, o Senhor Jesus havia dito aos fariseus: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mat 15:8). Deus é coerente, acima de tudo justo, e sabe que assim como uma pessoa pode adorá-lo apenas de boca, também pode “blasfemar” do Espírito Santo no tempo da ignorância (Ato 17:30), como o Apóstolo Paulo, que reputava Jesus e suas obras como embuste.
Longe de nós aqui tornar irrelevante a blasfêmia, como alguns podem entender. Jamais! Mas estamos aqui honestamente expondo o que nos ensina as Escrituras sobre o real conceito de tal pecado e que muitos religiosos utilizam tal expressão “imperdoável”, de modo convenientemente maligno para liderar uma igreja de forma autoritária e dominadora, abusando e escravizando as ovelhas sob a batuta de uma pseudo “blasfêmia do Espírito Santo”.

Questionar doutrinas, desobedecer líderes autoritários e erráticos, discordar de pseudo revelações, visões e profecias, não é pecado.

Até porque Paulo mesmo assevera que tudo deva ser provado (1Ts 5:20-21), inclusive, líderes devam ser testificados, para não incorremos no erro e zelarmos pelo Evangelho. (Gal 1:10; Gal 2:4-5; 2Co 11:4; 1 Jo 4:1)

Portanto, blasfêmia contra o Espírito Santo é uma condição de dureza extrema do coração, da alma, que gera uma cegueira absoluta, irreversível, uma condição tal que o hipócrita religioso ou incrédulo não consegue perceber o quão ofensivo ele está sendo contra Deus, que mesmo diante de maravilhas de Deus, operações patentes da BONDADE do Espírito Santo, ele, completamente arrogante e cego, não acredita que foi a Verdade que operou.

O problema não são as palavras em si, elas apenas confirmam o que já existe no coração. Porque o que condena o homem não são os lábios, mas o que existe no coração. Afinal, Deus olha é para o coração (1Sm 16:7).

Não é nem Deus que destina o homem ao pecado imperdoável, senão o próprio homem, por causa de si mesmo, de sua soberba, arrogância e cegueira irremediável. Falar contra o Espírito Santo é apenas uma das várias maneiras de constatar a blasfêmia que existe no coração do arrogante religioso ou do soberbo incrédulo, ateu, muçulmano, esotérico, macumbeiro etc.
O problema aqui é o problema deles, religiosos e incrédulos, e não de Deus. Deus tem capacidade ilimitada para perdoar a qualquer que o busque (vide o currículo de Paulo), mas estas pessoas não tinham coração para buscá-lo. Portanto, eles nunca seriam perdoados.

LIÇÕES PRÁTICAS
Considere três pensamentos práticos. Primeiro, Jesus demonstrou uma admirável capacidade para superar objeções.

Ele calmamente respondeu a cada acusação e combinou a resposta com um importante ensinamento. Ele nunca ficava frustrado, mas sempre respondia perfeitamente. Segundo, presenciar até mesmo milagres, a olho nú, não mudava os objetores de Jesus.

Eles estavam incorrigíveis. Nós também podemos desenvolver corações endurecidos. Hoje, alguns pensam que creriam se apenas pudessem ver Jesus vivo fisicamente na terra, novamente, e testemunhar alguma grande demonstração de poder. Estes o viram, mas isso não teve efeito.
O fato que muitos hoje recusam o Senhor Jesus é por causa de seus corações endurecidos, arrogantes, não por causa de evidência insuficiente. Finalmente, considere a importância das coisas que dizemos. Somos responsáveis por nossas palavras e atos. O que dizemos e fazemos reflete nossa verdadeira natureza. Não há nada que saia de nossa boca que não estivesse antes em nossa mente. Precisamos vigiar nossa língua… e nosso coração.

Portanto, um cristão que é diligente, cauteloso, prudente, racional, enfim (características que compõem uma vida cristã, de servo), afere nas Escrituras o real sentido da blasfêmia contra o Espírito Santo – ao contrário de apenas balançar a cabeça, em sinal de afirmação, quando está em recrutamento sectário, por algum dominador. Logo, diante de tudo que foi exposto, percebe que o pecado imperdoável da blasfêmia contra o Espírito de Deus é, em suma, atribuir as obras do Espírito Santo às obras de Satanás, por causa de um coração endurecido e uma alma cega, obstinada e fria, que mesmo deparando com uma escancarada operação da glória de Deus – curas -, acusaram dessa forma.

Enfim, blasfêmia é colocar o Maligno no lugar do Deus dentro do seu coração de modo que, de tão engessado, é impossível a conversão. O evangelho de Marcos, nesse sentido, foi expresso, enquanto nos outros, ficou subtendido:
“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo. (Porque diziam: Tem espírito imundo).” Marcos 3:29-30 (conferir o texto integral)

A DÚVIDA

Ou ainda, se a referida blasfêmia fosse, de fato, ter dúvida, questionar ou raciocinar sobre a idoneidade de palavras, ensinos e “dons”, como a ICM reiteradas vezes esbraveja em seminários (no qual percebemos, de novo, o mecanismo de “cala boca” sobre os membros), Paulo jamais elogiaria os irmãos de Bereia quando eles, alimentando uma dúvida a respeito da pregação do apóstolo e de Silas, conferiam cada palavra deles nas Escrituras se tudo se procedia daquela forma (Ato 17:11);ou tampouco Paulo impeliria aos coríntios a avaliação de suas palavras (1Co 10:15), ou nem mesmo promoveria o culto racional – cauteloso, sóbrio e atento (Rm 12:1). Afinal, se os discípulos de Paulo conferiram é porque previamente dúvida eles tinham sobre a procedência das palavras e racionais eles foram a conferir se aqueles homens estavam do lado da Verdade.
A mesma forma vale para a mulher sírio-fenícia que interpelou, insistindo com Jesus, mesmo depois dEle a tê-la dispensado, para que o Senhor lhe desse atenção.

Ora, até porque, se nem o próprio Jesus ao afirmar que mesmo alguém blasfemando, uma agressão verbal ou física, contra a pessoa dEle (O qual fora concebido por obra do Espírito Santo) não seria pecado imperdoável; por que, então, seria blasfêmia questionar meros humanos, contestar líderes de instituições, discordar de dogmas religiosos de autoritários pregadores, se opor a heresias, a distorções, a palavras duvidosas, ao escravismo e a idolatria?

É muita presunção, e avarento estratagema por partes dessas pessoas.
Se aos calculistas senhores da “Doutrina Revelada” alegam que desagrada ao Senhor Deus alimentar dúvida a respeito de suas palavras, mesmo que sejam sob a capa de “o Senhor revelou…”, vale ventilar um versículo extremamente esclarecedor, auto-explicativo:

“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.” Tiago 1:6
A dúvida a respeito das coisas do Reino de Deus está inerente à fé, ou seja, a confiança que o servo deposita em Deus, ao entendimento do Reino de Deus (Hb 11:1), de maneira que não tem absolutamente nada a ver com a prudência e a racionalidade em relação a ensinos supostamente bíblicos. Deus, na realidade, não se agrada quando alimentamos um coração incrédulo, não temos fé, duvidamos do poder de Deus para determinada causa que Ele possa resolver ou buscamos presunçosamente, por nosso limitado entendimento humano, explicações acerca da Divindade, o que nunca conseguiremos, senão por meio da fé.

Em toda passagem escriturística está a reprovação da dúvida atrelada a esses sentidos – falta de confiança, incredulidade e insegurança em relação a Deus. Totalmente diferente do que as seitas, como a ICM, preconizam a respeito de outra “dúvida”; pois introduzem um insuportável complexo de culpa e terrorismo psicológico na alma de suas subalternas ovelhas a não alimentarem qualquer dúvida a respeito das suas doutrinas, de tal sorte que seria a mesma coisa que se expressar contrariamente ao que o Reino de Deus estabelece nas Sagradas Escrituras.
A dúvida, também, está ligada à desobediência a Deus, quando, por exemplo, Eva, recebendo instrução face-a-face de Deus, ser imaculado, perfeito, que não mente, deu ouvidos ao “canto” da serpente.

Assim devemos ser no zelo das Escrituras, porque elas são o querer de Deus para nossas vidas, e duvidar, distorcer e negar seus ensinamentos, que provém de Deus, para dar ouvidos a ensinamentos esdrúxulos em detrimento do Evangelho, isso que é um verdadeiro pecado – do comodismo e da falta de zelo às Escrituras, de forma a dá mais crédito àquilo que líderes dizem do que confiar na conferência das Escrituras pela dependência da inspiração do Espírito Santo.
“Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.” Romanos 14:23
A dúvida, no sentido da racionalidade, no sentido da cautela, é, na realidade, uma grande arma para um cristão. Todo cristão deve ser prudente, racional e cauteloso. O Senhor se aprazera com isso. Tanto que Ele sempre estimulou a prudência, a cautela, a sobriedade em todo relato da Escritura. E a prudência é uma bela expressão de obediência e zelo por Deus. Zelo em sempre seguir e buscar a Verdade. Por isso, tampouco o cristão deve ser emotivo, ingênuo, uma folha a mercê de toda determinação doutrinária que dizem, e somente dizem, sem uma fundamentação bíblica sequer, que Deus disse, quando Ele, na verdade, não falou. Afinal, o Senhor Jesus nos asseverou:

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” – Mateus 7:15
Ora, francamente, para exercitar a cautela, há de se pôr dúvida em algo anteriormente.

A cautela, por si só, é precedida da dúvida. É uma coisa inerente a outra. Pressupõe, de antemão, uma testificação antes de abraçar algo como pertinente.

Dessa maneira, não podemos ser “folha para onde [supostamente] o Espírito (revelações e ordenações de pastores) mandar” (destaque nosso) – como diz o louvor tendencioso da ICM. Até porque na ICM, ainda que digam que os pastores não são sacerdotes, a verdade, é que são, sim, postos como mediadores fossem, isto é, são usados como um “canal” (em nome de Deus), em sede “revelação”, que determina e impõe, aquilo que ele bem aprouver (afinal, “o ministério está acima dos dons” – dogma herético da ICM) na vida de determinado membro – negando a Nova Aliança, onde o Espírito atua individualmente, já que todos nós somos sacerdotes, reis e profetas, logo, não se precisando de mediadores entre Deus e os homens (1Tm 2:5; Apo 1:6). Pedro, exatamente nesse prumo sobre a cautela, disse:
“E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.” 1Pedro 4:7
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” 1Pedro 5:8
As próprias profecias foram estimuladas por Paulo a serem julgadas, questionadas, averiguadas pelos cristãos a fim de colher o que é bom. Paulo foi categórico! Tampouco estimulou a obediência cega e obstinada a qualquer determinação com a capa de “línguas”, “revelações” ou “visões”.

Até porque, Deus nem sempre estar a endossar ou corroborar com tudo, e pode muito bem o homem falar de seu coração ou por um espírito enganador.
“Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” Deuteronômio 18:22
Ainda mais, Paulo complementou que não devemos, abruptamente, extinguir o Espírito de Deus, antes devemos, de antemão, ouvir, examinar e discernir, para reter o que é bom. Exercitando o poder do Espírito tanto na profecia quanto no uso do discernimento de espíritos em examiná-la.

Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem.” 1 Tessalonicenses 5:19-21
Portanto, raciocinar não “vem do inimigo” (clichê de icemitas), vem, sim, de Deus (até porque Ele nos deu essa capacidade).

Seria um paradoxo a blasfêmia contra o Espírito configurar-se por causa de uma dúvida precedida, a fim de, nobremente, um servo de Deus averiguar a idoneidade e procedência de um dom, doutrina ou orientação (leia-se ordenança). É um ensinamento bíblico, de Jesus e dos discípulos exercitarem a cautela, testificar palavras, ensinos e supostos carismas do Espírito.

Doutrinar seus membros a não exercerem o senso racional, crítico, a cautela, para se entregarem subitamente a todo tipo de ordenança e doutrina, é, evidentemente, um ensino avarento, maligno, diabólico, porque coloca o líder na posição de um “deus”, infalível e imaculado; e é tendencioso e calculista, acobertado de intenções escusas e interesseiras.

Até porque a Verdade não vive em temor, temendo subversões, contestações ou questionamentos, mas sim a mentira.
“Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” 2 Coríntios 13:8
“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” Tito 1:9
A ignorância pressupõe a falta de conhecimento. E pela falta de conhecimento, leva o ignorante a abraçar todo tipo de “verdade”, levando-o a perecer.
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” Oséias 4:6
3) CONCLUSÃO
Portanto, o Espírito Santo é Deus. Ele nunca pode ser tratado como uma Instituição Religiosa, uma construção de alvenaria, um apanhado de doutrinas, personificado em um sistema religioso, em tijolos, em arranjos de flores, em doutrinas, em homens ou coisas assim.

Ele é um ser pessoa, e não está sob a tutela de nenhuma agremiação religiosa, nem de homem algum. Não há patente de exclusividade sobre o mesmo, a fim de que Ele esteja confinado dentro de quatro paredes de um grupo religioso qualquer.

Nas Escrituras encontraremos vários trechos em que podemos avalizar esse parágrafo. Todavia, esses líderes da “Obra” bem sabem que isso que está dito aqui nesse texto, que toda a nossa contestação procede da fé cristã, das Escrituras. É fato. Contudo, não cessam de praticar tal doutrinamento anti-bíblico, porque o amor à instituição ICM e o poder que ele atrai e proporciona os cega, os seduz de modo a produzirem e aplicarem esses estratagemas para manipular de forma obstinada e irreversível, na sede de mantê-lo e em função dele vivê-lo.
Por isso, dizemos, novamente, raciocinar não é pecado. Deus nos deu um cérebro para o utilizarmos. Um cérebro diferente de seres irracionais que agem apenas pelo instinto.

Deus não criou o homem para não poder ser homem, para se igualar a um animal irracional (pois que não raciocina, é irracional) nas mãos de outros homens que se dizem mediadores de ordenanças e vontades de Deus, em benefício “dessa Obra Maravilhosa”.

Questionar ou discordar não é pecado. O próprio Senhor Jesus por muitas vezes foi questionado, seja pelos religiosos de seu tempo, seja pelos próprios discípulos.

Ele nunca desencorajou o diálogo, o debate, Ele nunca disse que era proibido alguém contestar algo. Exemplos estão aos montes nos quatro evangelhos.
As Instituições religiosas com caráter de seita, essas sim, é que desestimulam as pessoas a questioná-las. Essas que se sentem com o status de Divindade, se ofendem por qualquer tipo de crítica, e não aceitam mesmo terem que se retratar contra quem eles erraram.

Antes, dizem que se retratar é falta de caráter.

Afinal, isso não passa de uma demonstração de fragilidade. São inseguros porque não conseguirão jamais justificar mentiras (embora não as enxerguem), então partem para falácias ardilosas, intolerância e gritaria. Orgulho, jactância, presunção, arrogância, vingança, ira, fanatismo, maldade, revanchismo, petulância, prepotência, injustiça, sede de poder, falta de humildade, entre outras, são as características que afloram explicitamente desses “corpos deformados” que arrogam ser exclusivamente o “Corpo de Cristo”.
“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” 1 João 4:18
Perseverem no Espírito Santo.

http://obramaranata.wordpress.com/category/heresias-icm/

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