TERMO DE DECLARAÇÃO DANIEL MOREIRA (parte do depoimento)

Cavaleirada Verdade disse:

TERMO DE DECLARAÇÃO DANIEL MOREIRA (parte do depoimento)

Aos 6 (seis) dias do mês de março de 2012, nesta Cidade de Vitória/ES, na sede do Grupo Especial de Trabalho de Proteção à Ordem Tributária – GETPOT, presentes os
Excelentíssimos Senhores Promotores de Justiça, Dr. LlDSON FAUSTO DA SILVA e Dr. SÉRGIO ALVES PEREIRA,.

Que é pastor da ICM há 27 anos; que nos dias úteis está estabelecido aqui no ES e nos fins de semana em Governador Valadares/MG.

Que é Diretor Administrativo e de Recursos Humanos da ICM, atividades remuneradas, percebendo R$ 8.000,00 mensais para o exercício de tais mister.

Que continua à frente de uma unidade da ICM em Governador
Valadares/MG, situada na Rua Sete de Setembro, 221, Centro.

Que que foi convidado pelo Presidente da ICM, Gedelti Gueiros, para assumir as funções declaradas a partir de janeiro de 2012.

Que no organograma anterior da ICM não constavam tais funções; que, neste ato, apresenta o organograma institucional atualizado, fruto de uma assembleia geral realizada em 10/12/2011, que alterou também o Estatuto da ICM; que participou da referida assembleia, convocada pela Secretaria da ICM, que solicitou a presença dos representantes regionais de todo o Brasil; que cada região formalizou assembleias locais, que definiram nomes para funcionarem como delegados e representantes na assembleia geral com direito a voto.

Que é sócio administrador da D&A LTDA., empresa do ramo de distribuição de cosméticos, com sede em Governador Valadares/MG.

Que compõe o Conselho Presbiteral: o presidente, pastor Gedelti Gueiros, o secretário, pastor Anchieta Carvalho, e demais membros pastor Renato Duguay, pastor Alexandre Brasil, pastor Luiz Eugênio, pastor Marcelo Ferreira, pastor Diniz Cypreste, pastor Adaíso Fernandes, pastor Gilson
Souza; que o Conselho Fiscal é constituído pelos pastores: Sérgio Novo, Gerson Novo e José Renato; que neste ato disponibiliza cópia da ata da assembleia geral de dez.2011.

Que não tem conhecimento da adoção em MG das práticas de emissão de notas fiscais superfaturadas ou sem lastros para justificar a saída de caixa apuradas no ES;.

Que conhece a empresa PÃO FORTE, que tinha sede em Governador Valadares/MG, sendo que um de seus sócios era o diácono Denival Santos, concunhado do pastor João Santos da
ICM de Valadares,.

Que jamais tratou ou travou qualquer relação comercial com a PÃO FORTE. Que conhece por nome a empresa MADEIREIRA DOIS IRMÃOS L TOA, com sede em Governador Valadares.

Que, salvo engano, um diácono de nome César era sócio dessa empresa; que é possível que a ICM de Valadares tenha adquirido material dessa empresa,.

Pelo seu porte e pelas demandas próprias da Igreja local, mais eram outros os pastores responsáveis pelo setor de compra, podendo citar: pastor João Santos e, nos últimos anos, o pastor Sílvio, que inclusive é engenheiro civil; nesse momento se recorda também do pastor Eraldo; que posteriormente foi constituída uma comissão regional para o trato do patrimônio e aquisição de bens, com o aval do Presbitério.

Que conhece a empresa VOYAGER, com sede em Vitória/ES; que a proprietária da empresa pertence à ICM e é normalmente quem adquire as passagens para as viagens dos membros; que desconhece qualquer fato ou irregularidade envolvendo a gestão dessa empresa; que não tem conhecimento da emissão de notas fiscais irregulares pelas empresas MADEIREIRA e PANIFICADORAS mencionadas às igrejas constituídas em
Governador Valadares/MG.

Que os pastores Anchieta Carvalho, Diniz Cypreste e Wallace Rozetti, assessor de tecnologia, são empresários dos ramos de serviços de ambulâncias, hotelaria (Flamboyant) e de franquias (Micro Lins); que atualmente não existem relações comerciais entre essas empresas e a ICM; que não sabe informar se na gestão anterior era comum empresas vinculadas a membros da cúpula da ICM prestarem serviços ou manterem relações comerciais com a mesma.

Que através do declarante foram adquiridos dois veículos, uma camionete F1000 e um Palio-weekend, ambos zero-quilômetro, em 2005 e 2010; que a manutenção dos veículos ficava por conta das igrejas e por conta do Maanaim, ambos contavam com o dinheiro dos dízimos e dos valores pagos aos Maanains pelos membros quando na frequência de seminários; que a assistência à saúde era dada apenas aos pastores e não a membros da ICM.

Quando na ocorrência de uma enchente na região de Vale do Rio Doce, foi dado auxílio financeiro a pastores e membros da ICM que passavam por necessidades; que foram adquiridos
colchões, equipamentos domésticos, ou seja, bens de primeira necessidade; que antes de toda a aquisição desses bens eram relacionadas as pessoas atingidas, bem como era coletado na região qual era o local de melhor preço; que essas aquisições sempre foram guiadas pelo melhor preço, que não se procurou favorecer integrantes da ICM que eram proprietários de lojas e estabelecimentos que vendiam tais bens; que esse tipo comportamento e cautela na aquisição de tais bens.

Que durante o tempo em que exerceu as suas atividades de pastor, o Presbitério reembolsava o gasto do declarante, como o de outros pastores, em combustível, alimentação e hospedagem; que também eram reembolsados nesse trabalho os gastos de combustível, alimentação e hospedagem dos obreiros e diáconos; que esses valores eram pagos com o dinheiro do dízimo que as Igrejas recolhiam dos membros e o tesoureiro da igreja era o encarregado de efetuar tais pagamentos;.

Que nas oportunidades em que esteve ministrando aulas no Maanaim do ES, foi reembolsado o seu gasto com combustível e, quando necessário, com hospedagem; que se recorda de ter sido reembolsado pela sua hospedagem apenas uma vez, quando em levantamento de pastores, ficou hospedado no Hotel Bristol, em Vitória/ES; que nunca recebeu nem nunca ouviu falar da existência de cartão coorporativo da ICM.

Que também dentro de suas funções está prevista a realização de .contratos de fornecedores e a fiscalização dos mesmos; que, dos 868 empregados da ICM, a maioria exerce suas funções
na área de construção civil e o restante atua na área administrativa.

Que a faixa salarial paga aos empregados da ICM gira em torno de R$ 1.600,00; que a folha de pagamento da ICM mensal incluindo os encargos trabalhistas, gira em torno de um milhão e setecentos mil reais; que todo o pagamento de empregados é feito pelo próprio Presbitério do ES, que centraliza a arrecadação de dízimo, bem como o pagamento de contratos e empregados.

Que, certa vez, por curiosidade, procurou saber quanto a igreja arrecadava e recebeu como resposta que tal informação era privilegiada e só quem a detinha era o Diretor Financeiro e o Presidente.

Que a assessoria do Dr. Carlos Pimenta é prestada há cerca de dez anos; que o Dr. Sérgio e o Dr. Carlos são membros da ICM; que o contrato com a Advocacia Homero Mafra foi celebrado em fevereiro do corrente ano; que o contrato partiu de orientação da assessoria jurídica; que o contrato com a Advocacia Homero Mafra é exclusivo para o Presbitério e não contemplará, se necessário, a assessoria jurídica de qualquer de seus membros, nos termos estabelecidos.

Que o Pastor Wallace Rozetti é quem pode prestar esclarecimentos sobre equipamentos de videoconferência e tecnologia em geral; que todos os integrantes da Diretoria Executiva são remunerados; que o salário é diferenciado, conforme a carga horaria .

Oo organograma institucional, datado de 29/02/2012, passou a prever o setor de Inscrição de Seminários, pelo qual o declarante também é responsável por esse setor, e recebe o relatório das Igrejas para fazer a logística do seminário, bem como de entidades participantes; que também o setor recolhe em algumas ocasiões dinheiro para que membros
possam participar dos seminários,

Que por todo dinheiro recolhido é prestado contas à tesouraria, que tem incumbência de depositá-lo em conta bancária.

Que existe apenas uma conta bancária, na qual se faz toda a movimentação financeira da ICM.

Que Fernando Jorge é pastor de Portugal e não se encontra atualmente no ES.

Que Samir é pastor que trabalha no setor internacional no Presbitério de Vila Velha/ES; indagado ao depoente porque tal setor não consta no organograma apresentado, respondeu que era para estar, pois de fato está ligado ao setor de seminário e ensino, vez que não foi possível colocar no organograma todos os setores.

Que Samir é funcionário remunerado da ICM; que Samir é do Uzbequistão; que não sabe se Fernando Jorge adquiriu ou transmitiu um imóvel residencial próximo onde está estabelecido o Presbitério; que não sabe se Fernando vem com frequência ao Brasil, mas o depoente já esteve com o mesmo em Portugal; que Fernando Jorge é empresário do setor de siderurgia, pastor da ICM em Lisboa, Portugal; que não sabe quem foi o responsável pela chegada de Samir no Brasil; que a Missão sediada em São Paulo tem viés mais administrativo e cuida de viagens, passagens e estadias de pastores para o exterior e vice-versa.

Que soube dos setores de transporte, construção, prestação de serviços de alarmes, dentre outros, foram constituídas deliberadamente para prestarem serviços à ICM; que colaboradores e trabalhadores serviram de fonte para o declarante; que não tem informação sobre quem eram os donos ou prestadores de serviços da empresa de alarme; que ouviu dizer que um deles era o pastor Ricardo Madela; que em razão dos fatos apurados, foi ele desligado do Ministério; que o desligamento ocorreu quando da contratação e realização de auditoria.

Que conhece o pastor Julio, Coronel da Polícia Militar; que não conhece o teor de uma nota publicada pela ICM com relação aos fatos envolvendo o pastor Julio e o CIODES; que Julio continua como pastor da ICM; que Julio goza de boa reputação com o presidente e o atual Conselho; que, indagado sobre se com relação a esse membro houve alguma deliberação
disciplinar ou perda de funções na ICM, disse que não pode atestar o que ocorreu, pois não estava presente no ES e não participava da administração da ICM; que os demais diretores
e conselheiros estão dispostos a prestar declarações e quando for necessário.

Que há aproximadamente uns dez anos, por deliberação do Presbitério, houve alteração no nome lançado neste documento em duas vias, de dízimo para doação, termo que permanece até
hoje, não sabendo o declarante o motivo da alteração; que, se for possível, se compromete a atender a uma solicitação desta autoridade de encaminhar um exemplar de recibo nos
moldes atuais e anteriores à alteração da nomenclatura, eventualmente constante de seus guardados pessoais ou dos próprios acervos da ICM que lidera.

http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2013/07/conhecendo-a-maranata-por-dentro/#comment-54715

 

 

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